Diário Quebrando a Caixa #1 – Aquele sobre começos

 

Chegamos a mais uma reta de fim de ano. Que baita ano foi 2017!

Ao mesmo passo que a nossa sociedade desfrutou de vários avanços, ela também pode testemunhar vários retrocessos políticos, econômicos e institucionais.

Particularmente este ano foi um ano de transformação, regado por muitas reflexões, prototipagens, construção de relacionamentos e tomada de decisões muito importantes para a minha trajetória pessoal e profissional.

Por muitos anos, vinha carregando uma vontade por mudança, resultado da combinação de várias paixões. Eu queria muito agregar pessoas, realizar provocações orientadas e impulsionar mudanças significativas na vida de outros inquietos. Contudo não estava conseguindo experimentar essas facetas no meu ambiente de trabalho.

Tudo isso, junto e misturado, e adicionado a minha curiosidade por viver outros modelos de trabalho (diferentes do convencional), ajudaram na tomada de decisão em realizar uma transição de carreira.

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E foi assim que começou a minha odisséia.

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Refleti minhas diversas possibilidades e como queria direcionar meu plano de vida.

Conversei com várias pessoas queridas que passaram pelos mesmos questionamentos, se programaram e realizaram uma mudança para viver uma vida e carreira mais alinhada com seus valores e crenças.

Prototipei e testei várias das coisas que queria fazer. Amei algumas, desaprovei outras!

Procurei munir-me de novos conhecimentos e praticar metodologias inovadoras  que contribuíssem para o objetivo principal.

Sentei, me preparei psicologicamente, fiz planos e mais planos para manter a sustentabilidade financeira. Queria garantir a minha integridade psicológica ao longo de todo o caminho. Afinal, sem cabeça, ninguém vai muito longe, não é mesmo?

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Ufa. Tudo certo! Agora vamos virar a chave e tudo vai sair exatamente como planejado…

 

…Errado!!!

 

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Na maioria das vezes, os planos que construímos, quando em contato com o mundo real, tendem a não acontecerem como imaginávamos. Bem vindos a vida!

No meu caso, quando virei a chave para a vida autônoma, havia planejado logo de cara ter três fontes de renda alternativas (aproveitando da maravilhosa economia colaborativa).

Um conjunto de fatores externos levaram esses planos por água abaixo e junto com eles o plano de obter uma receita extra. #chateado

Em um movimento de transição ficamos de certa forma mais vulneráveis por entrarmos em um espaço novo e totalmente desconhecido, que nos tira da nossa zona de conforto e nos expõe a mudanças constantes (mais do que as que estamos acostumados no mercado de trabalho) e a soma deste – potencial coquetel molotov – aos erros e fracassos do caminho pode ser catastrófica.

A possibilidade em perder a perspectiva e o foco em um cenário como este, faz parte de uma realidade a ser cogitada.

Para garantir o nosso êxito e manter o trem rumo ao caminho crítico de sucesso, precisamos investir tempo para nos conhecermos melhor.

Entender o que estamos prontos a abrir mão e o que é essencial em nossa vida (o que topamos ou não topamos) são questionamentos fundamentais para empreendermos qualquer jornada de mudança.

Antes de dar ouvido as vozes (malignas) que ecoavam na minha cabeça dizendo que tudo daria errado, parei, inspirei, expirei e me propus a refletir.

Revisitei o desenho dos cenários planejados para minha vida autônoma, constituído por diversos cenários: pessimista, razoável e ideal. No mesmo momento percebi que os planos que falharam pertenciam a uma estimativa de mundo razoável e ideal.

Esta noção de realidade me permitiu não perder tempo lamentando ou correndo atrás da correção da rota daqueles planos. Uma vez que planejei a começar a obter retorno sobre as minhas iniciativas com no mínimo seis meses de trabalho.

Como uma grande amiga me disse: “Se tudo der certo. Tudo vai dar errado!”

E sim, vai dar ruim ao longo do caminho e tudo bem!

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Como podemos nos preparar para lidar com esta verdade?

O que podemos aprender com o fracasso?

Esteja preparado para os trancos e barrancos!

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Prazer!

Me chamo Pedro Costa. Sou Coach Ontológico, Life Designer, Consultor de Empreendedores e Criador de Experiências de Aprendizado.  Trabalhei por mais de 7 anos com empreendedorismo social e em startups de tecnologia, desenvolvendo projetos e pessoas em áreas como comercial, atendimento e logística.

Fiz a minha própria transição e agora vivo o meu sabático empreendedor, onde estou desbloqueando as minhas versões e prototipando iniciativas com intuito de ajudar as pessoas a tirarem seus projetos da gaveta e planejarem a vida/carreira que amem.

Para continuar acompanhando minha trajetória e os conteúdos bacanas que vou continuar postando, siga-me nas redes sociais!

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