Com o passar do tempo muita coisa muda na vida de uma pessoa.

 

Logo na transição da adolescência para a vida adulta, somos carregados por uma série de escolhas importantes que vão moldar as primeiras mudanças: Qual carreira seguir? Qual faculdade frequentar? O que fazer com a minha única e preciosa vida?

 

Saindo dos anos dourados de faculdade – e suas histórias de bar – começamos a dar nossos primeiros passos a vida adulta de fato. Arrumamos nossos primeiros empregos e aos poucos vamos conquistando aquilo que sempre desejávamos.

Quando menos se espera já estamos pagando os famigerados boletos. Uma profusão deles inclusive.

 

O tempo passa e você sente falta de alguma coisa, mas não sabe exatamente o que. Essa sensação aparece a cada dia com maior frequência. É como se não se reconhe-se mais.

 

Seja pela correria do dia-a-dia, a busca pelo sonho latino-americano ou qualquer outro motivo particular, muitos acabam caindo no piloto automático.

 

Poxa… E como é chato viver no piloto automático!

 

Quem um dia contribuiu para criar a expressão: “Quem vive de passado é museu”, pode ter esquecido que em nossa narrativa mora uma oportunidade única: exercitar o autoconhecimento. Quando você finalmente se propõe a refletir sobre seus valores e o que é importante para sua vida os sinais de mudança começam a surgir. 

 

Explorando a temática: “Resgate as melhores versões de si mesmo”, facilitei em Novembro do ano passado o workshop: Resgate de Versões para um grupo diverso e em diferentes momentos de vida no Instituto Appana.

 

 

Dentre as diversas discussões e exercícios propostos, utilizamos como base a Ferramenta de Resgate de Versões.

 

A ideia de criar a ferramenta surgiu após assistir ao Day 1, um evento promovido pela Endeavor que apresenta momentos de virada para a carreira empreendedora, mais ou menos no mesmo formato do TED. O porta voz desta história em específico é o Gustavo Ziller que conta um pouco de como resgatou vários Gustavos que havia abandonado ao longo da sua trajetória de vida. 

 

Sua finalidade é permitir um exercício de reflexão e provocá-lo a revisitar as facetas que possivelmente ficaram pelo caminho e que você sente falta em sua vida.

 

Quero dividir esta ferramenta para você explorar, identificar e cultivar suas melhores versões. O único que pode te resgatar de si é você mesmo!

 

A ferramenta conta com quatro blocos de informações bem simples que serão o pano de fundo para os altos papos que você pode ter consigo mesmo, ao respondê-lo de forma honesta:

 

Você pode imprimir e realizar o exercício quantas vezes quiser, basta completar os campos com post-it ou preenchê-los direto na folha impressa.

 

 

Construindo o seu Resgate de Versões

 

 

O exercício requer uma boa dose de reflexão. Então vamos colocar a cachola para funcionar!

 

Vou explicar abaixo como preencher cada etapa e para ficar ainda mais prático, vou revisitar uma das minhas versões como exemplo.

 

Um ótimo ponto de partida é tentar completar as seguintes frases:

Que saudade do velho Pedro Aventureiro!

Sinto falta do meu eu dançarino!

 

Versão:

 

 

Atribua um nome para sua versão. Pense em algo curto e divertido que te ajude a recordar que faceta você está representando nesta versão.

 

Descrição:

 

 

Descreva  as características e como essa versão se manifesta na sua vida. Agora avalie o quanto ela tem se manifestado no seu comportamento diário.

 

Porque foi esquecida?

 

 

Recorra a memória e reflita sobre as motivações que o levaram a deixar esta versão de lado. O objetivo é te ajudar a identificar em quais armadilhas tem caído.

 

Quais os benefícios em resgatá-la?

 

 

Procure responder a pergunta: Porque é importante ter essa versão em minha vida? 

Com a resposta busque entender como essa versão pode te ajudar a construir uma vida melhor estando mais presente na sua rotina.

 

Depois de completar o exercício, permita-se alguns minutos para avaliar o resultado completo:

 

Agora tente responder as perguntas:

 

Como você pode trazer esta versão a vida no seu dia a dia a partir deste momento?

O que é necessário deixar de fazer?

O que é necessário passar a fazer?

 

 

A Nathalia Gonçalves, Coordenadora de Projetos no Instituto Pró-Saber SP, participou do Workshop: Resgate de Versões e vai contar um pouquinho sobre como foi utilizar a ferramenta:

 

A experiência com o resgate das minhas versões foi muito importante. Estava em um momento de repensar minhas atitudes e relembrar as minhas Nathalias preferidas.

Ás vezes a gente acha que para mudar é preciso fazer toda uma reinvenção, mas nos esquecemos que só de olhar para a própria trajetória, já conseguimos identificar vários “eus” extraordinários que foram deixados para trás, porque não conseguimos cultivá-los.

A falta de tempo, a tal da correria, os compromissos, tudo é motivo para deixarmos de lado coisas que nos importam de verdade!

Utilizando a ferramenta, resgatei duas versões: a esportista e a acadêmica, que sempre amei, mas havia deixado completamente de lado ao longo do tempo e não quero fazer isso nunca mais.   Obrigada, Pedro!

 

Depois que realizar o exercício compartilhe com a gente:

 

  • O que achou da ferramenta?
  • Você lembrava destas versões?
  • O que sentiu ao entrar em contato com elas?

 

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